O que te deixa P#T@ da vida? Abrimos nossos corações... (sem paciência pra gente murrinha)

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Tem algo que deixa você completamente puto no trabalho? Então você não está sozinho. No episódio #23 do Bingo Corporativo, três líderes abriram completamente o coração (e a boca) para falar sobre as atitudes que mais deixam as pessoas puto na vida profissional — desde comportamentos de colegas até fornecedores, clientes e até mesmo gestores.

O interessante é que, quando você identifica o que irrita quem lidera, você descobre exatamente o que NÉO fazer se quer ser bem-vindo em qualquer ambiente corporativo. Porque se deixa o seu chefe puto, provavelmente deixa todo mundo puto também.

Vamos aos pontos que vibraram durante a gravação.

A gente murrinha que reclama, mas não faz nada

Pessoas irritantes no ambiente corporativo começam com aquelas que ficam o tempo todo resmunga, reclamando do ar, falando "ó vida, ó céu, ó azar", mas sem nunca sair do lugar. A pessoa não aponta um problema específico, não propõe solução, só quer desabafar em voz alta.

O conselho aqui é claro: se você tem um problema, fale qual é. Não para o ar, para a pessoa responsável. E proponha um caminho. Trabalhar com gente que apenas reclama consome energia de toda a equipe.

A atitude passivo-agressiva (a pior delas todas)

Tem algo pior que alguém mal-educado? Alguém que é educadinho demais enquanto te chama de idiota. É o passivo-agressivo — aquele que sorri na sua cara, diz "querido" e "querida", mas na verdade está sendo um completo escroto contigo.

Essa atitude é perigosa porque ofende muito mais e é difícil de processar. A pessoa não é honesta sobre sua discordância; ao invés disso, enterra o punhal de forma tão sutil que você passa minutos tentando entender o que aconteceu. Culturas corporativas modernas criaram espaço para esse tipo de pessoa porque ninguém quer parecer "rude" ou ser acusado de assédio.

Falta de empatia: deixar a caneca na pia e outras coisas pequenas

Não se colocar no lugar do outro é talvez o resumo de tudo que irrita. A pessoa toma café, deveria lavar a caneca (regra da empresa), mas deixa na pia. Alguém — sempre alguém — vai lavar aquela caneca por ela.

É a mesma coisa de atrasar 40 minutos para o aeroporto. Você não se coloca no lugar de quem já estava na sala, já estava pronto, com a mala feita. Falta empatia. E empatia, cara, não custa nada.

Roubar crédito e não reconhecer o trabalho dos outros

Um líder que não reconhece o mérito do time é um líder que perde fidelidade. Mas tem gente que faz o contrário: pega a ideia boa do colega, apresenta como sua, e fica tirando onda.

O ensinamento aqui é ouro: dê 100% de mérito mesmo que a pessoa tenha feito 70%. Porque na hora que você faz isso, você gera fidelidade. A pessoa pensa: "Porra, esse cara foi legal comigo." E trabalhar com fidelidade é muito melhor que trabalhar com desconfiança.

Pessoas que não tomam decisão (ou tomam muito devagar)

Tem gente que vai no McDonald's e não consegue escolher qual promoção quer. Na hora que chega no caixa, ainda não sabe. Imagina isso no mundo corporativo. A pessoa trava processos inteiros esperando autorização para coisas simples.

És vezes é culpa da organização — a cultura trava as pessoas, tira o poder de decisão. Mas outras vezes é da pessoa mesmo. O que importa é: ou você toma a decisão, ou você compartilha o risco com outras pessoas e toma junto, mas sempre com velocidade.

O "anestesista": a pessoa que lentamente broxe todo mundo

Tem um conceito muito bom que saiu durante o episódio: o "anestesista" é aquela pessoa que está sempre reclamando, sempre apontando defeitos. Não de forma direta e honesta ("Eu sou contra isso"), mas de forma lenta, tipo uma aranha envolvendo a presa na teia.

Essa pessoa contamina o ambiente. Ela é a maçã podre. Ela sugadora de energia. E as empresas têm muitas delas.

O que fica

No final do dia, as atitudes que deixam as pessoas puto revelam um padrão simples: falta de respeito e falta de empatia. Seja gente murrinha reclamando sem resolver, seja passivo-agressiva sorrindo na sua cara, seja alguém que não se coloca no lugar do outro. O que une tudo isso é a falta de consideração pelo impacto que suas ações têm em quem está ao seu redor.

Se você quer ser alguém com quem é bom trabalhar, comece perguntando: o que deixa as pessoas puto? E depois faça o oposto disso.

Ouça o episódio

Quer ouvir a discussão completa, com histórias reais, debates entre os três e muito mais sinceridade? O episódio #23 do Bingo Corporativo tá aí esperando. Vale muito a pena.

Onde ouvir

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Sobre o Bingo Corporativo

O Bingo Corporativo é um podcast semanal apresentado por Alexandre Abramo, Alexandre Salomão e Sergio Gomes (o Shapoka) — três amigos de infância que viraram executivos e decidiram contar a vida real no trabalho, sem frase pronta.

Carreira, liderança, decisões difíceis e os bastidores que ninguém posta. Sem papo motivacional vazio, sem romantizar o corporativo. Para quem trabalha, lidera ou tenta sobreviver no corporativo.

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