A falta de noção no trabalho é tão comum que virou praticamente uma pandemia silenciosa. Não é coisa de um tipo específico de pessoa ou empresa — é universal. Desde histórias absurdas que viram lenda corporativa até pequenos comportamentos cotidianos que ninguém fala, mas todo mundo sofre.
No episódio #86 do Bim Corporativo, Abramo, Shapoca e Salomão trazem casos reais, engraçados e até constrangedores que definem bem como funciona essa dinâmica de comportamento sem noção no ambiente profissional. Tem coisa que custa emprego. Tem coisa que é só chato mesmo. E tem coisa que você faz todo dia achando que tá tudo normal.
Os Clássicos: Histórias que Marcam Época
A conversa começa com o exemplo clássico: o amigo que usou o cartão corporativo da empresa em uma viagem internacional para importação pessoal. A justificativa? "Ah, vou explicar depois." Isso não é só sem noção — é quase criminoso. Mas o cara não queria dar golpe, só achou que tinha limite e resolveu usar. A diferença entre sem noção inocente e sem noção criminoso é tênue.
Depois tem histórias que ninguém esquece. Tipo aquela reunião de videoconferência em que a câmera funcionava mesmo com a TV desligada. Gerente entrou na sala com a atendente, começaram a "se pegar", e 18 pessoas em 5 unidades diferentes viram tudo. O constrangimento foi de outro mundo. Mas fica a lição: a tecnologia corporativa é implacável.
O Universo das Pequenas Faltas de Noção Cotidianas
Agora, tem coisas que acontecem todo dia e ninguém reclama muito. O funcionário que enche a mochila de snacks porque a empresa colocou benefício? Sem noção. Comer maçã ruidosa ao lado de quem tá concentrado? Sem noção. Aquela pessoa que fala absurdamente alto no telefone pessoal? Pandemia de falta de noção.
Tem um ponto específico que causa polêmica: mexerica no escritório. Salomão, que era gerente, simplesmente proibiu mexerica no ambiente porque o cheiro "fedia" tudo. Mas aqui tem um detalhe importante: se você proíbe uma coisa porque não gosta do cheiro, e a empresa coloca curry na rotina? É xenofobia? É sim. É sem noção? Depende do ponto de vista.
A Hipocrisia da Cultura Corporativa
A galera concorda em um ponto: a cultura corporativa é contraditória. Empresas colocam mesa de sinuca, pouf, ambiente descompressão... e aí reclamam quando você usa durante o almoço. O almoço é seu direito legal — a CLT garante uma hora de pausa quando você trabalha 8 horas. Mas tem gerente que vira e fala: "não joga sinuca não que pega mal".
Então por que a empresa botou a mesa? Esse é o sem noção que ninguém fala, mas acontece em 90% das empresas.
O Extremo: Comportamentos que Custam Emprego
Aí tem a falta de noção pesada. Festa de final de ano com álcool demais e alguém descendo as calças? Festa corporativa vira um crime de lesa-magestade comportamental. Trancafiou gente numa sala para "bater meta"? Isso tem nome: assédio moral. Na década de 90 era suave, hoje em dia é coisa que custa carreira.
Abramo conta o caso dos caras na Salesforce que foram demitidos por causa de fantasia em festa global. Demitiu o funcionário, depois o chefe que o defendeu, depois o chefe do chefe. No final, três níveis de liderança foram embora e quem subiu foi um amigo deles.
A Verdade Incômoda
Aqui tá a conclusão que eles chegam: a falta de noção corporativa é um espelho. És vezes o sem noção é você mesmo. És vezes é o ambiente inteiro. O segredo? Conhecer bem a cultura da empresa que você tá. Se você acha que vai ser problema, não faz. Se você conhece bem e sabe que tá tranquilo? Toca o pau e segue.
Porque sim, tem coisas que são objetivamente sem noção. Mas tem coisas que só "pegam mal" porque a empresa criou uma cultura doentia onde ninguém consegue respirar.
Ouça o Episódio
Se você quer mais histórias de falta de noção, do Negão da Piroca até mexerica, vai no Bim Corporativo #86. Tem muito mais coisa por aí.
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Sobre o Bingo Corporativo
O Bingo Corporativo é um podcast semanal apresentado por Alexandre Abramo, Alexandre Salomão e Sergio Gomes (o Shapoka) — três amigos de infância que viraram executivos e decidiram contar a vida real no trabalho, sem frase pronta.
Carreira, liderança, decisões difíceis e os bastidores que ninguém posta. Sem papo motivacional vazio, sem romantizar o corporativo. Para quem trabalha, lidera ou tenta sobreviver no corporativo.
