Fala aí. Você já parou para pensar que talvez você seja a vítima ou o problema do seu ambiente de trabalho? Quando a gente fala sobre ego no trabalho, a tendência natural é sempre apontar para os outros — aquele colega irritante, aquele chefe arrogante, aquela pessoa que não consegue trabalhar em equipe. Mas raramente fazemos uma reflexão honesta sobre nós mesmos e como nosso próprio ego afeta as dinâmicas ao nosso redor.
O episódio dessa semana do Bingo Corporativo traz exatamente essa provocação: será que você já parou de verdade para considerar que talvez o egocentrismo que você critica nos outros exista também em você?
Os sinais de um ego inflado (e você pode ter alguns deles)
Nem todo ego inflado vem com o mesmo manual. Tem gente que fala demais, que precisa contar toda hora o que tá fazendo, que divide cada conquista nas redes sociais. Mas tem também quem chega silencioso, de peito estufado, ignorando os outros porque seu ego é tão grande que não precisa se provar para "meros plebeus".
Os sinais mais óbvios? Não receber feedback, não confiar no trabalho alheio, não dividir mérito, precisar "salvar o dia" sozinho para que o projeto tenha valor. Mas tem um detalhe importante: às vezes, quem aparenta ter um ego descomunal é, na verdade, extremamente inseguro compensando por dentro.
Quando o ego no trabalho vira seu inimigo
O ego deixa de ser aliado quando vira arrogância. Quando você acha que tudo tem que ser do seu jeito, que ninguém mais sabe fazer tão bem quanto você, que os outros estão sempre tentando te derrubar. Daí pra frente, você fica preso em ciclos de frustração, porque a vida nunca vai ser exatamente como você planejou.
Também é danoso quando você lida mal com momentos difíceis — transforma um erro em drama, um feedback em afronta pessoal. Pessoas com ego muito inflado costumam ser menos resilientes justamente porque tudo vira questão de honra.
O lado bom (sim, tem) do seu ego controlado
Agora aqui vem o plot twist: ego no trabalho não é só vilão. Pessoas com um nível saudável de autoconfiança conseguem se vender melhor, tomam mais riscos, são mais resilientes. O problema é a quantidade e como você usa isso.
Se você aprende a controlar o ego — ajudando as pessoas, dividindo mérito, incluindo outros nas decisões — ele vira seu melhor aliado. Aí você consegue contar suas conquistas sem diminuir as dos outros. Você pode ter orgulho do seu trabalho sem achar que ninguém mais faz bem feito.
Estratégias práticas para lidar com egos (inclusive o seu)
Se você tem um chefe egoico: peça ajuda. Pessoas com ego inflado adoram ser chamadas para ensinar, para resolver, para brilhar. É um barato para eles.
Se é um colega: ria junto, conviva, e não leve para o lado pessoal. Se é um subordinado seu com ego inflado: feedback sanduíche funciona — elogio, crítica construtiva, elogio de novo.
Agora, se é você que tem o ego inflado: o melhor exercício é ajudar os outros. De verdade. Sempre que você sentir aquela vontade de se colocar em primeiro lugar, inverta. Inclua as pessoas nas suas decisões, mesmo desconfiando que elas vão dar respostas ruins. Spoiler: você vai se surpreender.
A real sobre ego e felicidade
No final das contas, ego no trabalho é aceitável desde que ligado à confiança e não à insegurança. Quando você confia em você de verdade, não precisa ficar provando a todo mundo o tempo inteiro. Quando é insegurança? Aí você vira aquele cara que precisa constantemente reafirmar seu valor, e isso é exaustivo.
A pergunta que fica é essa: você consegue reconhecer quando o seu ego está a serviço de quem você quer ser, ou ele está controlando você?
Ouça o episódio completo do Bingo Corporativo para a discussão inteira entre Abramo, Salomão e Shapoca. É uma mesa de bar corporativa de verdade — sem filtro, com toda a contradição que a vida real tem.
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Sobre o Bingo Corporativo
O Bingo Corporativo é um podcast semanal apresentado por Alexandre Abramo, Alexandre Salomão e Sergio Gomes (o Shapoka) — três amigos de infância que viraram executivos e decidiram contar a vida real no trabalho, sem frase pronta.
Carreira, liderança, decisões difíceis e os bastidores que ninguém posta. Sem papo motivacional vazio, sem romantizar o corporativo. Para quem trabalha, lidera ou tenta sobreviver no corporativo.
