EU ME DEMITO! Tendência ou só mais um não tema requentado em momentos de falta de pauta nos blogs Corporativos?

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Rage quitting é oficialmente tendência? Aquela saída de filme hollywoodiano onde você pega o peixe da empresa e grita "quem vem comigo?" parece estar em todos os blogs corporativos de 2025. Mas antes de você ensaiar seu discurso de adeus, a gente precisa conversar sobre o que é realmente viável no Brasil quando o assunto é pedir demissão com raiva.

O episódio desta semana do Bingo Corporativo partiu de uma tendência real: a Geração Z vai representar 25% da força de trabalho este ano. E sim, existem conversas sobre rage quitting por todos os lados. Mas é importante separar o meme da realidade corporativa brasileira.

O que é rage quitting, afinal?

É quando alguém, tomado pela raiva e frustração acumulada, pede demissão de forma abrupta e sem planejamento. Sai batendo a porta, sem avisar, sem entregar projetos, sem respeitar prazos. A referência pop é Jerry Maguire: sair gritando, levando coisas que não são suas, deixando caos para trás.

Por que rage quitting é privilégio de país desenvolvido

Simples: nos EUA, se você servir mesa amanhã, ganha salário digno. Aqui não. A enorme maioria dos brasileiros — uns 85% — não consegue ficar sem salário por mais de um ou dois meses. Sair com raiva, para nós, não é rebeldia. É arriscar sua segurança financeira e a de quem depende de você.

O dano colateral que ninguém avisa

Quando alguém sai com raiva, manda tudo à merda, expõe colegas que nada têm a ver. As pessoas começam a especular: será que o gestor é horrível? Será que a empresa é tóxica? Será que o profissional é desequilibrado? A verdade é que fica tudo borrado. E você? Seu filme queima no mercado. Próximos recrutadores vão ligar para verificar referências e ouvirão histórias ruins.

Os cenários onde faz sentido sair rápido

Existe um limite. Se o nível de desrespeito chegar em briga de bar — xingamentos, agressões verbais extremas — talvez seja hora de sair. Mas mesmo nesse caso, a saída inteligente é o "quiet quitting": preparar bem o terreno enquanto ninguém vê, ir arrumando outro emprego, depois sai de forma estruturada.

O respeito ainda vale a pena

Você não trabalha sozinho. Tem colega que depende de você, projeto que não termina sozinho, cliente que confia na sua palavra. Sair com raiva é desrespeitar todas essas pessoas. É por isso que a melhor vingança é sempre fria: você dá a volta por cima, constrói algo melhor, e não precisa gritar para ninguém ouvir. A vingança é um prato que se come frio, como dizem.

O que fica: Rage quitting no Brasil não é tendência, é narrativa de quem pode se dar o luxo. Para a grande maioria, pedir demissão tem que ser a decisão mais bem planejada que você toma. Mais importante que entrar num emprego novo, porque sua vida toda depende disso. Respeito ainda paga mais dividendos que raiva.

Quer entender melhor sobre o que leva alguém ao ponto de querer sair assim? Escuta o episódio completo do Bingo Corporativo. Tem muito mais papo bom, histórias de Mega-Sena, babá que se vingou certinho, e até sugestões de filmes. Vale a pena.

Onde ouvir

O Bingo Corporativo está disponível em todas as plataformas. Escolha a sua preferida:

Sobre o Bingo Corporativo

O Bingo Corporativo é um podcast semanal apresentado por Alexandre Abramo, Alexandre Salomão e Sergio Gomes (o Shapoka) — três amigos de infância que viraram executivos e decidiram contar a vida real no trabalho, sem frase pronta.

Carreira, liderança, decisões difíceis e os bastidores que ninguém posta. Sem papo motivacional vazio, sem romantizar o corporativo. Para quem trabalha, lidera ou tenta sobreviver no corporativo.

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