Motivação gera dinheiro $$$$ (... e lições com Josef Climber)

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Toda gestão acha que sabe motivar — até o time começar a encostar. Saber como motivar e engajar a equipe no trabalho deixou de ser um detalhe de RH e virou questão de sobrevivência do negócio. E os números explicam o porquê.

Segundo a Gallup, apenas 23% dos funcionários no mundo estavam engajados em 2023, enquanto 62% não estão engajados e 15% estão ativamente desengajados. O custo dessa conta? Algo em torno de US$ 8,9 trilhões, o equivalente a 9% do PIB global. Não é firula motivacional: é dinheiro saindo pelo ralo.

No episódio #12, a gente abriu o capô dessa máquina — o que liga um time, o que desliga, e como você se mantém de pé quando nem você está motivado.

Senso de pertencimento na equipe é a primeira alavanca

Antigamente a pessoa ficava 20, 30 anos na mesma empresa e vestia a camisa de verdade. Hoje todo mundo troca de emprego com frequência, e o pertencimento ficou raro. A virada: a pessoa até sai da empresa, mas dificilmente quer largar a equipe. Construa comunidade dentro do seu time — é a mesma lógica que creator usa pra reter audiência. Isso conversa diretamente com por que os talentos estão indo embora e como a retenção de pessoas depende de cultura, tema que a gente destrincha em outro episódio.

Competência e autonomia completam a tríade do engajamento

Não basta acolher. Mostre pra cada pessoa por que a habilidade dela importa pro todo (a velha analogia do bom goleiro e do bom atacante) e dê espaço pra ela trabalhar do jeito que faz melhor. Pertencimento, competência e autonomia juntos formam uma fórmula simples e poderosa — e, curiosamente, é o que a Harvard Business Review chama de relatedness, competence e autonomy. A gente já puxou esse fio em o que realmente define alta performance e quem entrega mais, e a autonomia aparece lá como peça central.

Reconhecer conquista não é tapinha nas costas, é sistema

Crie um sistema de recompensa onde os bons feitos sejam vistos. Quando a pessoa é valorizada, vem dopamina e ela engata um ritmo. Jack Welch já dizia isso em "Paixão por Vencer": comemore as vitórias. Parece óbvio, mas a rotina faz a gente esquecer. Tem um episódio só sobre isso: elogio em público e crítica no privado — sabedoria corporativa ou fuga de conflito?

A motivação por geração não é igual — e o tiro pode sair pela culatra

Geração mais antiga foi forjada no desafio e na pancada. A nova quer propósito e quer entender o porquê. Tentar engajar um young millennial no grito, do jeito antigo, não motiva: desmotiva. Aliás, ninguém se conecta com "gerar lucro pro acionista" — isso é objetivo do board, não da pessoa na ponta. Como comentamos ao falar de se odiamos mesmo a Geração Z ou ainda há esperança, o choque de expectativas entre gerações explica muito desse desengajamento.

Automotivação: o segredo que ninguém te ensina

Crie ciclos de recomeço pra você mesmo — micro metas mensais ou semanais que renovam o gás (academia lota em janeiro por isso). Vale também o exercício de gratidão: escrever três motivos pelos quais você é grato a cada dia. Gente com objetivo não fica pra baixo; gente sem objetivo, sim.

O que fica: motivar e engajar a equipe no trabalho não é sorte nem carisma. É pertencimento, reconhecimento real e autonomia — somados à sua própria capacidade de se automotivar quando o dia desaba. Cuidar do time, ainda mais sob pressão, é a parte que mais rende.

Dá o play no episódio #12 e leva essas ideias pra prática com seu time ainda essa semana.

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Sobre o Bingo Corporativo

O Bingo Corporativo é um podcast semanal apresentado por Alexandre Abramo, Alexandre Salomão e Sergio Gomes (o Shapoka) — três amigos de infância que viraram executivos e decidiram contar a vida real no trabalho, sem frase pronta.

Carreira, liderança, decisões difíceis e os bastidores que ninguém posta. Sem papo motivacional vazio, sem romantizar o corporativo. Para quem trabalha, lidera ou tenta sobreviver no corporativo.

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