Nós fracassamos! Uma ode aos maiores fracassos da nossa história (... e estou casando, mas o grande amor da minha vida é você)

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Tem uma coisa que ninguém gosta de falar no happy hour: fracasso. A gente prefere contar vitória, promoção, aquele projeto que deu certo. Mas a verdade é que como lidar com fracasso profissional é talvez a habilidade mais importante que você pode desenvolver. Porque se você está vivo, respirando e trabalhando, você vai fracassar. Várias vezes. Em maiores e menores medidas.

Neste episódio do Bingo Corporativo, Abramo, Shapoca e Salomão colocaram na mesa uma conversa que dói de verdade: o que é fracasso mesmo? Quando ele acontece, como a gente enfrenta? E o mais importante: quando a gente deve virar a página e tentar um caminho diferente?

Se você está passando por um momento assim agora — aquele emprego que não funcionou, aquele projeto que desmontou, aquela promoção que não veio — este episódio é para você.

O que é fracasso (e o que não é)

A primeira confusão é achar que fracasso profissional tem uma definição única. Tem não. Você pode não chegar a um objetivo e ainda não ter fracassado — porque talvez a empresa tenha fracassado com você, não o contrário. Ou talvez você tenha feito tudo certo e a situação simplesmente não permitiu a vitória.

O verdadeiro fracasso na carreira é quando você tem todas as ferramentas, todo o potencial, e mesmo assim não consegue executar. Quando você sabe que poderia ter feito diferente. Aí dói. Aí é fracasso mesmo.

Fracasso na carreira dói — e tá tudo bem

Uma coisa que ninguém autoriza você a fazer é sofrer de verdade. Tem aquele discurso de "cai, levanta e segue". Parece fácil. Não é. Se você acabou de tomar um baque, você tem direito de sentir aquilo. De ficar puto. De achar que podia ter feito diferente. De passar um tempo ali, na fossa, processando.

Agora, tem um detalhe: a regra das 24 horas. Você vive o luto, você sofre, você processa — mas depois você tem que sacudir a poeira. Porque ficar choramingando em cima não resolve nada. E muito menos naquele discurso fantasioso de resiliência infinita. Isso é bobagem. Você precisa de tempo, depois precisa de ação.

O padrão dos seus fracassos (spoiler: é sempre sobre pessoas)

Aqui tem uma coisa que ninguém analisa: quando você mapeia seus fracassos profissionais, qual é o denominador comum? Na maioria das vezes, fracasso profissional não vem de erro técnico. Vem de relação. De como você se relacionou com as pessoas naquela situação. De algo que você deixou de fazer — ou fez demais — com alguém.

Então quando você está processando aquele fracasso, a pergunta não é "o que eu fiz de errado na tarefa". A pergunta é: "como eu poderia ter me relacionado diferente com as pessoas envolvidas naquela situação?"

Quando é hora de parar (a habilidade que ninguém desenvolve)

Tem um conceito que os americanos chamam de cut the losses — cortar as perdas. Em português melhor fica "parar de salgar carne podre". E é disso que estamos falando: saber a hora de virar a página. De aceitar o fracasso, absorver o golpe, e ir embora.

A dificuldade é saber quando é esse momento. Porque a cultura brasileira glamouriza a resiliência, a garra, o cara que fica até o fim. Mas às vezes "até o fim" significa bater a cabeça na parede mil vezes com as mesmas armas, esperando resultado diferente.

Então assim: se você está tentando resolver o mesmo problema com o mesmo tipo de solução e não funciona? Mude. Se você tá apegado a algo só porque já tá muito tempo nisso — aquele namoro de 3 anos, aquela série que tá chata na 3ª temporada, aquele emprego que é um saco mas você construiu "carreira" ali — desapega. Desapegar não é fracasso.

Por que o fracasso muda você mais que a vitória

Tem uma coisa que os escaladores de montanha entendem bem. Quando falam sobre subir o Everest, eles gastam muito mais tempo descrevendo as dificuldades, o sofrimento, o momento em que acharam que iam morrer — do que o instante de chegar no topo. Por quê? Porque sofrimento molda caráter. E quem consegue sobreviver a momentos difíceis sai melhor do outro lado.

Então sim, fracasso tem mais valor no seu desenvolvimento profissional que sucesso. 90% das vezes? Sim. Porque sucesso é legal, mas você não aprende nada. Fracasso dói tanto que você nunca esquece a lição. Quem apanha nunca esquece.

O que fica

Se tem uma verdade naquilo tudo que foi conversado, é essa: fracasso profissional não é derrota final. É informação. É o caminho que não funciona. É aprender que você precisava daquela lição para chegar ali. Seus maiores fracassos não são seus piores momentos — são seus melhores trampolins.

A questão é como você processa aquilo. Com dignidade, com análise, com disposição de tentar de novo (mas diferente). E com a sabedoria de saber quando é hora de desistir dessa coisa e seguir para outra.

Ouça o episódio

Se você está processando um fracasso agora, ou se quer ouvir três caras conversando de verdade sobre isso, escuta o Bingo Corporativo #31 — Nós Fracassamos. Tem piada, tem reflexão, e tem verdade sem filtro. Shapoca até come pão de queijo enquanto fala — porque fracasso profissional não impede ninguém de comer, né.

Onde ouvir

O Bingo Corporativo está disponível em todas as plataformas. Escolha a sua preferida:

Sobre o Bingo Corporativo

O Bingo Corporativo é um podcast semanal apresentado por Alexandre Abramo, Alexandre Salomão e Sergio Gomes (o Shapoka) — três amigos de infância que viraram executivos e decidiram contar a vida real no trabalho, sem frase pronta.

Carreira, liderança, decisões difíceis e os bastidores que ninguém posta. Sem papo motivacional vazio, sem romantizar o corporativo. Para quem trabalha, lidera ou tenta sobreviver no corporativo.

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