O bilionário mais odiado do mundo. AINDA não estamos falando do Salomão, mas de Elon Musk. O que tem pra aprender com a história dele? Ou não?

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Elon Musk é odiado. Amado por uns poucos, abominado por muitos. Não há meio-termo. Mas enquanto as pessoas discutem se o que podemos aprender com Elon Musk é válido, ele continua construindo empresas para um futuro que talvez nunca veja.

Essa é a questão central que os apresentadores do Bingo Corporativo levantaram no episódio #60: em um mundo onde tudo é preto ou branco, como avaliar alguém que faz coisas cinzentas genuinamente importantes?

Porque aqui está o problema. Elon é falastrão? Sim. Polêmico? Demais. Exposto? Sempre. Mas enquanto criticam sua falta de carisma, ele tá lá com a SpaceX fazendo foguete voltar do espaço. Enquanto reclamam de suas previsões malucas sobre Marte, a tecnologia avança.

Os críticos têm razão (em parte)

É verdade que Musk não fundou Tesla ou SpaceX. Comprou ambas quando já existiam. Os críticos usam isso como argumento: "Ele só sobe em oportunidades estabelecidas". Mas aí está o erro de análise. Não é crime comprar algo que não funciona e fazê-lo funcionar. É mérito. Se BYD é irrelevante por seguir o caminho de carros elétricos, então o argumento cai por terra.

Sim, ele fala demais, erra previsões, mexe com as pessoas. A compra do Twitter foi, segundo os debatedores, seu pior momento. Demitiu metade dos funcionários, reconstruiu, virou X, perdeu a marca original. Parecia desastre. Hoje a plataforma gera mais receita que antes.

A questão do carisma e da exposição

Por que Musk é mais odiado que Bezos ou Gates, apesar de ter contribuído talvez tanto quanto? Porque ele se expõe. Porque está lá no Twitter (agora X) comentando, provocando, mexendo com política. Steve Jobs era tão babaca quanto Elon, talvez mais. Mas Jobs tinha carisma de palco. Elon tem cara de carrancudo em reunião virtual.

A diferença brutal está aqui: nós vivemos em tempos de rede social. Tudo que você faz é documentado, comentado, viralizado. Jobs escapou disso por morrer antes dessa era. Elon não teve a mesma sorte — ou a mesma sabedoria de guardar silêncio.

O jogo infinito é o diferencial

Agora vem a parte que realmente importa. Enquanto a maioria dos bilionários joga para o resultado do trimestre, para a Nasdaq, para o bônus do ano, Elon Musk joga para legado. SpaceX é construída não para Elon ficar rico — ele já é. É construída para um planeta que ele talvez não veja habitar.

Isso é Simon Sinek e sua teoria do jogo infinito. Uma empresa com visão infinita. Não para lucro de curto prazo, mas para algo que transcende o fundador. É raro. É nobre. É exatamente o oposto do que a maioria faz.

Os apresentadores tocam num ponto verdadeiro: quando você compara Elon com Gates, Bezos, Zuckerberg, no jogo de hoje Elon tá atrás. Mas na estrada que ele tem pela frente? Tudo muda. Se conseguir fazer o que se propõe, muda de patamar. Não é garantido. Mas é possível.

O que fica de verdade

Você pode achar Elon chato, babaca, falastrão. Tudo isso pode ser verdade. Mas ignorar que o cara está pensando em legado de séculos enquanto a maioria pensa no próximo relatório é desonesto. A questão não é se ele tem razão em tudo. A questão é: o que aprendemos com alguém que constrói para deixar marca?

Ele tira chapéu. Gostando ou não dele, você tira chapéu.

Ouve o episódio #60 do Bingo Corporativo para a análise completa, as piadas e aquele momento em que discutem se formigas comprando livros no Kindle têm a ver com Elon Musk (tem, de certa forma).

Onde ouvir

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Sobre o Bingo Corporativo

O Bingo Corporativo é um podcast semanal apresentado por Alexandre Abramo, Alexandre Salomão e Sergio Gomes (o Shapoka) — três amigos de infância que viraram executivos e decidiram contar a vida real no trabalho, sem frase pronta.

Carreira, liderança, decisões difíceis e os bastidores que ninguém posta. Sem papo motivacional vazio, sem romantizar o corporativo. Para quem trabalha, lidera ou tenta sobreviver no corporativo.

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