O Mundo Corporativo Ficou Maluco (de Novo): As Modinhas e Tretas de 2025

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Se 2024 foi o ano em que a gente começou a ver trincas nas estruturas corporativas, 2025 foi o ano em que o vidro rachou de vez. Mas não da forma que esperávamos. As tendências corporativas 2025 redes sociais trouxeram um espelho incômodo para o debate público: percebemos que a polarização não é exclusiva de um lado.

O Bingo Corporativo foi até o final do ano mapeando os cinco maiores temas que definiram 2025 no mundo corporativo. E sim, alguns são bizarros demais para serem coincidência. Prepare-se, porque essa retrospectiva envolve demissões em massa, movimentos extremistas de ambos os lados, e perguntas que ainda não temos resposta.

O Ano do Pêndulo Anti-Woke (e seus Excessos)

A década passada foi marcada por um tipo específico de ativismo corporativo. Empresas redesenhavam logos, comunicações se tornavam hipersensíveis, e qualquer misstep virava caso de demissão. Salomão colocou em pauta algo que vinha sussurrando nos corredores: 2025 foi o ano em que o pêndulo virou do outro lado. Não voltou ao meio — foi direto para o extremo oposto.

Mas aqui está o detalhe incômodo: o movimento contrário começou a usar exatamente as mesmas táticas que criticava. E isso tem nome: wokismo de direita.

Demito Extremista: Quando a Justiça Social Fica de Cabeça para Baixo

Talvez o exemplo mais cristalino disso tenha sido o chamado "demito extremista". A mecânica era simples: alguém se posicionava de forma extrema na internet, era identificado, a empresa era acionada nas redes sociais, e o funcionário era demitido.

Isso causou uma das maiores tretas do ano, especialmente quando envolveu criadores de conteúdo conhecidos. O Nós na História, um dos podcasts mais admirados do Brasil, chegou a sofrer pressão para descontinuar porque um dos seus relacionados tinha tido posicionamentos polêmicos. A questão que fica: posicionamento pessoal em rede social é responsabilidade corporativa até que ponto?

Abramo colocou bem: vinculou a empresa, é legítimo ela tomar ação. Mas o movimento todo tinha cara de justiça de vigilante — exatamente o que a gente criticava antes, só que invertido.

O Fenômeno "1 Contra 30" (e as Modinhas Corporativas)

Se há um padrão em 2025, é que modinhas corporativas não morrem — elas mutam. O "1 contra 30" explodiu na internet: uma pessoa enfrenta 30 outras em um debate ao vivo. Ficou moda rápido. Viralizou. Virou um formato.

Mas enquanto isso, outras tendências corporativas 2025 redes sociais foram surgindo e morrendo: legendários (aqueles grupos de homens que sobem montanhas juntos), mulher da janela do avião, Coldplay, morango do amor. Cada uma teve seu momento de glória de duas semanas. É tipo aquela lista do Faria Lima Elevator que documenta as modinhas de cada ano: temaki em 2011, cupcake em 2013, gin em 2019, ChatGPT em 2023, Ozempic em 2024, e agora, "como não beber álcool" em 2025.

O Itaú Demite 1 Mil Funcionários que Não Trabalhavam (E a Gente Defende um Banco)

Talvez o episódio mais surrealista do ano tenha sido o do Itaú. O banco demitiu mil funcionários que não trabalhavam. Literalmente. Gente com software instalado no computador para manter a tela ativa enquanto fazia outra coisa. O Homer Simpson corporativo em versão 2025.

E aqui vem o estranho: a gente percebeu que não dava para criticar. Era indefensável. O Salomão, que costuma questionar tudo, não conseguiu argumentar contra. Porque como você defende alguém que ganho para fazer absolutamente nada? E assim, pela primeira vez em muito tempo, a gente se viu defendendo uma decisão corporativa de um banco. Coisa estranha de 2025.

Nubank e o Presencial: Layoff Silencioso ou Reorganização Cultural?

Quase fechando o ano, o Nubank anunciou volta ao presencial. A justificativa era cultura e produtividade. Mas aqui fica a questão: seria isso apenas uma reorganização, ou seria um "layoff silencioso"? Gente que não conseguisse se adaptar ao presencial sairia naturalmente.

A polêmica ganhou camadas quando descobriram que Davi Vélez e Cris Junqueira (fundadores) estavam estruturando suas residências fiscais em outros países — potencialmente para economizar bilhões em impostos quando vendessem suas ações. Coincidência? Talvez. Mas é daquelas coincidências que deixam a gente pensando.

A real é que decisões corporativas raramente são tão puras quanto vendem. Elas envolvem interesses pessoais do CEO, contexto de mercado, e cálculos que a gente nunca vê. E pronto, a gente segue.

O Que Fica

2025 foi o ano em que percebemos que as tendências corporativas 2025 redes sociais refletem não uma evolução, mas um ping-pong entre extremos. A polarização não é problema só de fora — está dentro das empresas, nos posicionamentos dos líderes, nas decisões que afetam milhares de pessoas. A esperança é que 2026 a gente consiga encontrar um meio termo em alguma coisa.

Ouça o Episódio

Esse foi o episódio #124 do Bingo Corporativo, onde a gente destrincha essas cinco grandes tretas e tendências. Vale a pena ouvir só para ouvir os três brigando sobre defesa de banco, Papai Noel e Scooby-Doo no começo.

Momento PDI

  • SalomãoFaria Lima Elevator (Instagram) - perfil que documenta as modinhas corporativas de Faria Lima ano após ano, com lista completa de tendências de 2011 a 2025.
  • ShapocaUm Homem de Família (A Christmas Carol) - filme baseado em Dickens com Nicolas Cage sobre executivo que perde tudo uma noite de Natal e aprende o valor das relações humanas.
  • ShapocaA História Verdadeira: Como Dickens Escreveu "Cântico de Natal" - Dickens escreveu a novela rapidinho porque precisava de dinheiro para dar presentes de Natal aos filhos.
  • SalomãoDay Tripper (Quadrinho) - graphic novel de Fábio Moon e Gabriel Bá, ganhador de prêmios, que reflete sobre vida e morte através de um personagem que morre de formas diferentes em cada capítulo.
  • SalomãoGabriel Bá - co-autor de Day Tripper e ilustrador de Umbrella Academy (série que Gerard Way criou após conhecer seu trabalho).

Onde ouvir

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Sobre o Bingo Corporativo

O Bingo Corporativo é um podcast semanal apresentado por Alexandre Abramo, Alexandre Salomão e Sergio Gomes (o Shapoka) — três amigos de infância que viraram executivos e decidiram contar a vida real no trabalho, sem frase pronta.

Carreira, liderança, decisões difíceis e os bastidores que ninguém posta. Sem papo motivacional vazio, sem romantizar o corporativo. Para quem trabalha, lidera ou tenta sobreviver no corporativo.

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