Um retorno muito aguardado (por nós) e tudo o que aconteceu no mundo em 2 anos.

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Dois anos fora e a gente voltou pra encontrar um mercado de trabalho diferente. A maior briga continua sendo a mesma: modelo de trabalho híbrido ou presencial. Só que dessa vez não é mais teoria — as empresas já tomaram decisão e o resultado tá na mesa.

O que vemos no dia a dia é claro: quase ninguém ficou 100% remoto, mas quase todo mundo adotou uma frequência mínima obrigatória no escritório. O híbrido virou o padrão silencioso, geralmente com 2 a 3 dias presenciais por semana. Isso conversa diretamente com o fim do home office no Nubank e o novo "normal" corporativo, que a gente analisou em detalhe.

E aí entra o movimento que mais chama atenção: grandes líderes de mercado voltando ao presencial integral. Segundo a Exame, a Amazon determinou retorno obrigatório de cinco dias por semana e ainda cortou camadas de gestão. Não é regra geral, mas é tendência real.

Por que algumas empresas voltam ao escritório

A resposta que mais ouvimos é prática: administrar um negócio full remoto é difícil. As empresas perderam criatividade e dinamismo porque você acaba marcando reunião pra tudo — e ideia boa quase nunca nasce em reunião. Nasce no café, no corredor, na conversa solta entre quem trabalha perto. No remoto, ninguém marca uma hora na agenda pra ter um insight. Tem um episódio só sobre isso: Semana da Verdade, vigilância digital e o home office, onde a gente já fuçou esse dilema de controle versus autonomia.

O apocalipse do profissional júnior

Esse é o ponto que mais preocupa. Quem está no início de carreira aprende muito vendo o sênior trabalhar do lado, ouvindo a conversa que ensina sem querer, sendo chamado pra reunião de última hora. No remoto isso some. Quem entrou no mercado durante a pandemia muitas vezes nem sabe que esse aprendizado existe — e escolhe o conforto sem enxergar o custo lá na frente. A gente já puxou esse fio em o que é ser sênior de verdade, porque entender o que separa um júnior de um sênior ajuda a enxergar exatamente o que se perde sem essa convivência presencial. Pesquisas sobre o impacto do remoto no desenvolvimento profissional reforçam que o aprendizado prático da equipe júnior é o mais afetado.

A jornada de 4 dias deixou de ser utopia

O tema esquentou e tem dado de campo. Em experimentos brasileiros, empresas relataram ganho de produtividade e bem-estar. Segundo a CartaCapital, 61,5% das empresas notaram avanço na execução de projetos e 58,5% relataram aumento de criatividade. Como comentamos ao falar de a hipocrisia por trás da NR1 e do fim do 6x1, a discussão sobre jornada no Brasil vai muito além de modismo — tem saúde, produtividade e cultura no meio.

Inteligência artificial entrou na rotina (com ressalvas)

A IA não veio fazer o trabalho de ponta a ponta — ela encurta um pedaço do caminho. Ajuda a tirar texto do zero, organizar estrutura, dar guideline. Mas ainda entrega coisa crua e exige alguém pra filtrar. Em áreas sensíveis, como um parecer jurídico, a confiança ainda não chegou. Pra ter ideia do quanto a tecnologia avançou: a Câmara de Porto Alegre aprovou e sancionou uma lei municipal inteiramente redigida pelo ChatGPT — só que os vereadores votaram sem saber disso. Já tínhamos tocado nisso em IA: um guia sobre pra onde as coisas estão indo e até que ponto você precisa se informar, quando a gente tentou separar o hype da realidade prática.

No fim, a escolha entre modelo de trabalho híbrido ou presencial não é sobre conforto nem sobre ideologia. É sobre onde a sua equipe entrega resultado e continua crescendo. Flexibilidade que mata o aprendizado por convivência cobra a conta lá na frente — principalmente de quem está começando.

Quer a conversa completa, com as polêmicas e as piadas no meio? O episódio de retorno do Bingo Corporativo tá no ar. Dá o play e vem com a gente.

Momento PDI

  • SalomãoRuptura (Severance) — Apple TV+ — série sobre separar a vida dentro e fora do trabalho; recomendação forte do Salomão pra refletir sobre o tema central do episódio.
  • SalomãoUm Tira da Pesada: Axel Foley — volta do clássico com Eddie Murphy; citado como nostalgia divertida pra quem é dos anos 80.
  • AbramoCarol e o Fim do Mundo — Netflix — animação adulta sobre o que fazer com 2 anos de vida antes do mundo acabar; entra na discussão sobre trabalho e sentido.
  • AbramoPodcast Sai da Média — Geronimo Theml — indicação direta do Abramo; um dos maiores especialistas em produtividade do país, com podcast sempre entre os top 10 de negócios.
  • SalomãoO Exterminador do Futuro — citado em tom de brincadeira ao falar de tratar bem a inteligência artificial antes que ela "tome conta".

Onde ouvir

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Sobre o Bingo Corporativo

O Bingo Corporativo é um podcast semanal apresentado por Alexandre Abramo, Alexandre Salomão e Sergio Gomes (o Shapoka) — três amigos de infância que viraram executivos e decidiram contar a vida real no trabalho, sem frase pronta.

Carreira, liderança, decisões difíceis e os bastidores que ninguém posta. Sem papo motivacional vazio, sem romantizar o corporativo. Para quem trabalha, lidera ou tenta sobreviver no corporativo.

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