Você está velho demais para estar onde está? Etarismo existe ou é uma abstração?

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Você se sente velho demais para o lugar onde está? Essa é a pergunta que ninguém gostaria de fazer em voz alta, mas que cresce dentro da gente conforme passamos dos 40. O etarismo no mercado de trabalho é mais real do que gostaríamos de admitir — e não é uma abstração de intelectual, é um problema concreto que aparece na hora de procurar emprego, de se manter relevante ou de tomar decisões sobre quando empreender.

Neste episódio do Bigo Corporativo, Abramo, Shapoca e Salomão mergulham fundo nessa questão que afeta profissionais em todas as idades. A discussão vai além: eles exploram como a idade afeta a empregabilidade, como gerações diferentes convivem no trabalho e, principalmente, o que você pode fazer para não virar aquele chefe que reclama que "na minha época era melhor".

A realidade do envelhecimento profissional

O grande ponto de virada acontece quando você se vê cercado por pessoas mais novas. Um dos apresentadores relata: "Tenho 42 anos, e a maioria das pessoas com quem trabalho são mais novas que eu." Isso não é apenas um incômodo psicológico — é uma mudança real na dinâmica de mercado. A norma antiga era clara: o chefe era mais velho que o liderado. Hoje, esse padrão desapareceu, especialmente em tecnologia. E quando você perde o emprego depois dos 50? A recolocação se torna significativamente mais difícil.

Etarismo existe — mas talvez não como você pensa

O etarismo não é apenas a discriminação óbvia. É mais sutil e mais cruel: é não ser convidado para entrevistas porque você é "superqualificado" para uma posição júnior e pode sair rápido. É perceber que sua velocidade de adaptação a novas tecnologias não acompanha a da geração que nasce no TikTok. É descobrir que tem gente na empresa que nunca abriu um email, porque trabalha só por Slack. O mercado não odeia velhos — odeia irrelevância.

A geração que vem também não vai se importar

Um ponto brutal emerge da conversa: quando você era jovem, não se importava se os velhos sentiam-se deslocados, certo? Pois é. Os jovens hoje tampouco vão se preocupar. A história da humanidade é essa: cada geração acha que a anterior é obsoleta. O que muda é que agora você está do outro lado. A solução? Ficar relevante. Ser funcional. Ser esperto. Porque se você continuar agregando valor, nem importa quantos anos tem.

Como permanecer relevante conforme envelhece

Não é clichê dizer "continue se atualizando". O difícil mesmo é lidar com o efeito colateral invisível da idade: perda de paciência e aumento de intolerância. Você fica mais amargurado. Deixa de tolerar coisas que antes tolerava. No trabalho, vira uma pessoa difícil. E isso é capaz de destruir sua carreira tão rápido quanto desatualização técnica. A recomendação mais sincera do episódio é inesperada: terapia. Não é fraqueza — é antifragilidade. É aprender com a adversidade em vez de quebrá-lo com ela.

A matemática cruel das gerações futuras

Há mais uma questão pairando sobre tudo isso: a nossa geração vai trabalhar mais e se aposentar com menos dinheiro que a dos nossos pais. As casas que nossos pais compraram com um salário hoje custam muito mais em proporção. A aposentadoria menos confortável é cada vez mais realidade. Tudo isso torna mais urgente a pergunta: por quanto tempo mais você consegue se manter relevante e produtivo? E se não conseguir, o que faz?

O que fica: O etarismo é real, mas você não é vítima dele automaticamente. A idade é um fato; a relevância é uma escolha. Escolha continuar aprendendo, escolha não virar um chefe amargado, escolha empreender se achar necessário — mas faça isso antes dos 50, porque depois qualquer tropeço é mais difícil de recuperar. E talvez a maior sabedoria seja essa: não espere que o mercado te respeite pela sua idade. Ganhe respeito pelo seu valor.

Ouça o episódio completo do Bigo Corporativo e mergulhe em uma conversa que é engraçada, desconfortável e absolutamente necessária. Porque se você tem mais de 40 anos e trabalha, essa discussão é sobre você.

Onde ouvir

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Sobre o Bingo Corporativo

O Bingo Corporativo é um podcast semanal apresentado por Alexandre Abramo, Alexandre Salomão e Sergio Gomes (o Shapoka) — três amigos de infância que viraram executivos e decidiram contar a vida real no trabalho, sem frase pronta.

Carreira, liderança, decisões difíceis e os bastidores que ninguém posta. Sem papo motivacional vazio, sem romantizar o corporativo. Para quem trabalha, lidera ou tenta sobreviver no corporativo.

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