As maiores CAG#D%$ corporativas 🧯💼💩

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A gente vive em um mundo corporativo que precisa muito falar sobre erros. Não os pequenos deslizes — esses são normais. Mas aqueles erros crassos, as cagadas mesmo, que geram prejuízo, que expõem a empresa, que mexem com segurança. Como lidar com erros crassos no trabalho é a questão que toda empresa e todo profissional deveria estar preparado para responder.

Neste episódio, a gente mergulhou em histórias reais, casos anedóticos e um debate bem honesto sobre o que separa um erro passível de aprendizado de outro que justifica uma demissão. E mais: qual é a melhor forma de se recuperar depois de cometer aquela cagada que virou lenda na empresa.

Spoiler: não é tudo o mesmo. E não, você não merece ser queimado para sempre por um erro sem intenção maligna.

A Cultura da Intolerância ao Erro Mata a Criatividade

Tem empresas que não toleram erro de jeito nenhum. Aí o que acontece? Todo mundo anda na corda bamba, pedindo aprovação de 4 pessoas para trocar a cor do site, porque ninguém quer ser o cara que errou. E quando ninguém quer errar, ninguém inova. Ninguém toma iniciativa criativa. O resultado é que a concorrência engole.

Por outro lado, tem empresa como a Hotmart que estimula erro em benefício da criatividade e autonomia. Isso não quer dizer que tudo é permitido — quer dizer que existe espaço para aprendizado sem medo paralisante. E aí sim você tem gente que toma risco calculado, que tenta coisas novas, que inova.

Claro, isso varia de setor para setor. Se você trabalha em cirurgia, melhor não ter muita tolerância ao erro. Na produção de uma indústria, mesmo coisa — regra de segurança é linha vermelha. Mas em marketing, vendas, administração, gestão? Aí a coisa muda.

Nem Todo Erro Grave Merece Demissão

Um funcionário com 12 anos de empresa, histórico limpo, nega uma proposta de emprego porque aposta na sua empresa. Uma semana depois, comete um erro grave que gera prejuízo. A pergunta que fica é: será que a história dessa pessoa deveria ser resumida a esse momento ruim?

A resposta do Abramo é sensata: analisa o filme, não a foto. Qual é o histórico dessa pessoa? Como ela se comportou durante anos? Um erro grave — nem que seja um — pode derrubar alguém? Depende. Se for isolado, se a pessoa tem contexto, se ela reconhece e quer consertar, talvez exista espaço para tolerância excepcional.

Mas tem limite. Quando a foto feia vira 3, 4 fotos feias, aí deixa de ser momento e vira padrão. Aí é outra história.

O Que Define Um Erro Grave de Verdade

Não é só o tamanho do estrago financeiro. É se aquele ato quebra os valores que a empresa prega. É se aquilo é coerente com a cultura corporativa. Porque demissão por erro grave muitas vezes não é punição para a pessoa — é sinal para o resto da empresa: esse tipo de coisa não toleramos aqui.

Uma emissora de TV de alto padrão que demite alguém por chegar comendo biscoito está dizendo: aqui o padrão é excelência em cada detalhe. Uma empresa que demite por quebra de contrato com cliente está dizendo: aqui a gente não brinca com relacionamento.

O lance é que isso tem que estar claramente comunicado na cultura da empresa. Não é o que tá na parede. É o que a empresa valoriza de verdade.

Como Avaliar a Razão Do Erro (Isso Importa)

Uma pessoa que trabalhou 16 horas e cometeu um erro? É falha da empresa, não da pessoa. Uma pessoa que você ensinou a mesma coisa 18 vezes e ela errou de novo, por distração? Aí sim o erro fica mais grave. A razão do erro importa.

Era imperícia? Displicência? Má-fé? Cansaço? Falta de treinamento? Processo ruim? Essas respostas mudam tudo. E sim, varia muito de setor. Na indústria, desrespeitar regra de segurança é demissão na hora. Em outras áreas, é conversível.

Se Você Cometeu a Cagada, Agora O Quê?

Você é estigmatizado na empresa. Viraram meio que o cara que errou. Como sair disso? Primeira coisa: coloca a cara. Não tenta empurrar para outro, não tenta esconder. Você vai direto na liderança, reconhece o erro de jeito maduro, já pensa em soluções possíveis.

Depois? Trabalha. Nada supera o trabalho. Você trabalha o dobro, entrega mais que o esperado, mostra que aquele momento não define sua história. Porque sua história é o filme — e um filme é muito mais que um frame ruim.

A gente aprendeu isso com Diego Alves, goleiro que falhou feio em jogo decisivo do Atlético. Ele pôs a cara e disse: meu histórico não se resume a isso. Eu sou melhor que isso. E foi verdade. Isso é o que salva você depois de uma cagada grande.

O que fica: erros graves existem, têm peso e às vezes justificam demissão. Mas nem todo mundo que erra feio deveria ser queimado para sempre. A empresa — e as pessoas — precisam decidir se toleram aprendizado ou só castigam. Porque uma cultiva gente que inova e cresce. A outra cultiva gente que tem medo.

Se você cometeu aquela cagada ferrada, respira. Aprende. Coloca a cara. Trabalha o dobro. Seu filme é maior que essa foto.

Ouça o episódio completo do Bingo Corporativo para mais histórias reais, debate sobre quando é realmente caso de demissão, e dicas de como se recuperar depois de errar feio no trabalho.

Momento PDI

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Sobre o Bingo Corporativo

O Bingo Corporativo é um podcast semanal apresentado por Alexandre Abramo, Alexandre Salomão e Sergio Gomes (o Shapoka) — três amigos de infância que viraram executivos e decidiram contar a vida real no trabalho, sem frase pronta.

Carreira, liderança, decisões difíceis e os bastidores que ninguém posta. Sem papo motivacional vazio, sem romantizar o corporativo. Para quem trabalha, lidera ou tenta sobreviver no corporativo.

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