Como não fazer networking... (e conversa no banco da praça)

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Você provavelmente já ouviu falar que "networking é fundamental para a carreira". Mas entre ouvir falar e entender de verdade como fazer networking que funciona, há uma diferença gigante. E neste episódio, conversamos sobre isso: como fazer networking no trabalho de uma forma genuína, honesta e que realmente gera oportunidades — sem parecer uma pessoa forçada ou interesseira.

A verdade é que muita gente entra em eventos, ambientes profissionais e cursos pensando em técnicas, estratégias, jeitos de "trabalhar" a rede. Mas o que descobrimos é que o melhor networking acontiona quando você para de pensar em networking e começa a se importar de verdade com as pessoas.

Networking começa no seu círculo

Não é no evento corporativo de 500 pessoas. É no seu dia a dia, com os colegas que você vê todos os dias, com os amigos que estudaram com você, com as pessoas que você conhece há tempos. O primeiro passo para ter um networking forte é nutrir o que você já tem. A qualidade das suas relações importa muito mais que a quantidade de contatos no LinkedIn.

A troca, não a absorção

Um dos maiores erros no networking é pensar: "vou me relacionar com essa pessoa para conseguir algo dela". É totalmente ao contrário. Você precisa pensar no que você pode oferecer, no que você pode contribuir, na experiência que você pode compartilhar. Quando você procura uma pessoa para ajudar, para oferecer algo, isso é raro e memorável. A maioria das pessoas só pede, só absorve. Seja a exceção.

Credibilidade: seja inesquecível em algo

Não é sobre ser o cara mais simpático do escritório ou o que fica mais tempo na happy hour. É sobre ser credível, ser confiável, ser inesquecível em algo. Quando a pessoa pensa em marketing, ela te aciona. Quando alguém precisa de uma solução técnica, seu nome vem à mente. Quando você tem credibilidade, você não precisa sair por aí "fazendo networking" — as pessoas vêm até você.

Indicação é uma responsabilidade

Aqui entra um ponto importante: nunca indique uma pessoa no trabalho que você não confiaria. Indicação é uma chancela sua. Quando você indica alguém, você está colocando sua credibilidade em jogo. Por isso, indique com sabedoria. Indique pelo melhor trabalho que a pessoa faz, não porque ela precisa de emprego ou porque é seu amigo. A responsabilidade da indicação é séria.

Para quem é introvertido

Se você é introvertido e fica ansioso em eventos, aqui está a notícia boa: o melhor lugar para fazer networking é no seu dia a dia de trabalho. Não é preciso ir para eventos externos procurando pessoas novas. O importante é estar disponível, ser presente, ser honesto. Mentalize suas relações diárias. Ajude quem está começando. Seja um bom mentor. Essas pessoas vão crescer, vão falar bem de você, vão ser eternas gratas. Isso é networking genuíno.

O erro de ativar o networking só quando precisa

Você tá empregado, tá bem, então não precisa pensar em relacionamento. Errado. Esse é um dos maiores erros. A inércia de ativar uma rede velha, de 2, 3 anos de silêncio, é enorme. Quando você liga para pedir algo depois de desaparecer, o "peso" daquele relacionamento não existe mais. Nutra suas relações enquanto tá empregado. Mantenha contato. Porque na hora em que você precisar, a reativação é muito mais rápida quando a relação já está viva.

O que fica: Como fazer networking no trabalho não é sobre técnica ou manipulação. É sobre honestidade, interesse genuíno nas pessoas, credibilidade construída dia a dia e a disposição de oferecer valor antes de receber. Seu networking é tão bom quanto a qualidade das pessoas que você cultiva ao seu redor e como você se relaciona com elas no dia a dia. Isso não é tática. É caráter.

Quer ouvir a conversa completa com todos os detalhes, as histórias e até um bingo binário sobre networking? Está esperando você no episódio.

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Sobre o Bingo Corporativo

O Bingo Corporativo é um podcast semanal apresentado por Alexandre Abramo, Alexandre Salomão e Sergio Gomes (o Shapoka) — três amigos de infância que viraram executivos e decidiram contar a vida real no trabalho, sem frase pronta.

Carreira, liderança, decisões difíceis e os bastidores que ninguém posta. Sem papo motivacional vazio, sem romantizar o corporativo. Para quem trabalha, lidera ou tenta sobreviver no corporativo.

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